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Conto: As últimas horas  

Posted by: Meninas Má.Com in ,

“Senti-me como se faltasse o chão enquanto o céu desabava sobre minha cabeça...
Eu sempre achei que essa frase aquelas típicas de adolescentes, cheia de drama e exagero, até aquele dia.
Respire, apenas respire! Falava pra eu mesma logo depois de descobrir que ele, o homem que eu amava, estava com outra. Digamos que eu vi ou ouvi algo, ou simplesmente de uma hora para outra me veio essa idéia. Só que não foi assim que descobri, na verdade foi de uma forma baixa e sem escrúpulos. Mas e daí? Essa não é uma história de moral e sensatez.
E lá estava eu, de frente com um fato verídico e que eu custava a acreditar. O coração batia forte, a respiração curta e eu repetia: Respire, apenas respire.
Corri rápido pro banheiro, lavei o rosto na esperança de que aquilo tudo não passava de um sonho, mas foi em vão. Senti meu rosto avermelhar-se querendo chorar, mas eu não ia chorar, não ali, não naquela hora.
Sentei novamente à minha mesa, tentei me concentrar numas tarefas que havia deixado pra ver mais tarde, mas não consegui, não saia da minha cabeça a idéia dele com outra. O que doía era que eu o amava demais e não era uma paixão boba e platônica, minutos antes eu tinha a certeza de que aquele amor era correspondido, e ao encontrar um fato onde ninguém se perguntou se eu poderia encontrar acabou com toda aquela certeza.
E mais uma vez quis sofrer, me corroer, me rasgar por dentro, e busquei mais indícios de que aquela história que não tinha nexo nenhum era real.
Balas perdidas, eu preciso de balas perdidas. Por um segundo quis morrer, sumir do mundo ou apenas chorar no colo de alguém. Como isso pode ter acontecido diante dos meus olhos? Como isso pode ter acontecido se tudo até então estava aparentemente normal?
Mas agora tudo faz sentido, percebi a mudança de comportamento dele. Ele estava muito estranho da ultima vez...
Sem perceber entrei em paranóia, a pensar mil coisas sem sentido. Tentei me controlar, mas meu corpo e mente estava fora de controle. Tudo que eu queria era morrer, mas meu ultimo desejo não seria realizado e meu dia estava só começando.
Comecei a me concentrar nas tarefas do escritório ou apenas me distrair, minha vontade era de chegar na sala do chefe e fazer birra, feito criança, alegar uma falsa gripe, febre ou que estava com saudades de minha mãe. Usar um pretexto idiota e começar a chorar. Mas me segurei firme, estava decidida, não ia chorar ali, não ia chorar naquela hora.
A trabalho tive que ir a rua, visitar clientes, entrar em bancos, enfrentar filas e era evidente que eu não estava propicia a fazer essa rotina. Eu, sempre sorridente e simpática, naquele dia estava fria, grossa e distante dos desconhecidos que eu sempre fiz questão de ser conhecida e dar um “boa tarde” mais amigável que o normal. Não podia condená-los, afinal, o guarda do banco, a moça da banca de doces e o moço no banco da praça nada tinha haver com meu problema, mas tinha pergunta na minha cabeça: porque todos insistem em olhar pra mim? Parem de olhar pra mim, qual a graça de ver alguém triste? Tinha vontade de gritar desesperadamente pra todos que olhavam pro meu rosto apático. Inúmeros palavrões chegavam a minha boca e eu a ponto de berrá-los pro primeiro trouxa que me dissesse “oi”.
Perai! Cai em si e acabei por ficar com remorso.
Perai! Era desse jeito que eu ia chegar em casa e descontar toda a minha frustração na minha família. Percebi que estava me transformando num monstro egoísta, foi exatamente nessa hora que me controlei. Mas ainda tinha uma pergunta não saia da minha cabeça: O porquê de tudo aquilo?
O problema estaria em mim? Fiquei com uma estranha sensação de inferioridade que quase nunca me ocorria. Seria eu feia? Ou tão insuportável? Eu o amava, que há de errado nisso?
O problema é que eu me permiti amar alguém, eu tinha o aval de mim mesma e a culpa era toda minha.
Voltei pra casa e minha família me recebeu calorosamente. Naquele instante consegui sorrir. Recebi a visita de uma grande amiga e acabei por desabafar com ela, afinal, todos sabia que eu o amava, o que tinha de errado nisso?
Conversamos por horas e ela fez o que toda grande amiga faria: falou o que quanto eu era bonita e o quanto eu era querida por todos, exagerando em todas as minhas qualidades.
No fim da conversa a culpa caiu toda nos homens, eles que eram insensíveis e não sabiam apreciar uma mulher de verdade, palavras dela.
Senti-me revigorada. Tentei colocar na minha cabeça que nem amava ele tanto assim, ele nem era tão bonito, tinha um andar estranho e pelo jeito ia ficar careca antes da hora. Tentei colocar na minha cabeça que eu era muito boa para ele e que algum dia ele ia se arrepender muito por ter me feito sofrer.
Já era tarde, fui pro quarto na tentativa de pegar no logo sono, mas isso foi impossível. Pensei em muita coisa, uma avalanche de lembranças invadia minha mente. Abracei meu urso de pelúcia mais velho e chorei, chorei muito. Chorei tudo que não chorei durante o dia e deixei engasgado.
Aquelas lembranças hoje não são nem saudades e me sinto muito mais revigorada agora, pois ali, abraçada com um urso de pelúcia e encolhida como uma menina, disse para mim mesma que jaz meu amor por um homem.”




Atenção: Qualquer semelhança com a minha ou a sua vida não é mera conhecidência.



Aeeeeee!!!!! Finalmente uma atualização!!!!
Estou orgulhosa de mim mesma pois são duas da manhã e eu terminei esse conto que escrevi exclusivamente pro blog.
Devo confessar que não abro mão de uma boa noite sono pra ficar na frente de um computador mas o Meninas Má.Com merecia esse esforço já que o blog ficou totalmente abandonado.
Quer dizer, nem tão abandonado já que a Ane Fox tratou de assutos que iam desde "beijos libertinos" à "salvem o planeta Terra" ahsahsuahsashaushashsu.
Mas aos pouqunho estamos voltando e colocando o blog em ordem já que EU mais uma vez troquei o template. E nesse novo template é meio frescurento pros comentários pois ele abre uma nova janela pra depois abrir a janela pra cometários. Bem, eu não teria paciência pra comentar num blog assim, haushaushasuahsuahsuahs.
Mentira! Tenham paciência e comentem que aos poucos responderemos à todos.
Vejo vocês na próxima, até mais Estranho!

. Bäd Döll .

Três Panteras e Um Guarda-sol  

Posted by: Meninas Má.Com in ,

Hey You!!!
O fato de andar numa baita chuva à meia-noite com um mini guarda-chuva e minhas duas companheiras em baixo, vulgo Ane Fox e Chaine Girl, me inspiraram a fazer o post de hoje (e quanto a chuva? a gente quase não se molhou).
É engraçado esse lance de amizade verdadeira. Engraçado mesmo! Sinto que poderia viver qualquer momento difícil com essas duas ao meu lado e mesmo assim rir da situação.
É engraçado porque mesmo eu tendo a oferecer muita sinceridade com uma dose de sarcasmo elas simplismente me completa.
*-*

Agora chega de melação e vamos para a parte misteriosa e sexy do post.
¬¬'
Nós já vivemos cada história juntas, mas eu não posso conta-las sem comprometer nossas identidades aqui no blog. Porém escolhi uma que faz a linha "Sou Espiã".

Bem, não é desde agora que temos uma certa atração por identidades super secretas.
Há alguns anos atrás conhecemos Charlie, e eles fez de nós três suas Panteras com super poderes.
Eu, Ane e Chaine nos transformamos respectivamente em: Mulher Gato (e meu chicote), Mulher Gavião e Mulher Maravilha.
Para a nossa primeira missão, Charlie nos encorajou a enfrentar o Homem Aranha, um super vilão bastante maquiavelico que tocava o terror por onde passava. E nós, com muito êxito aniquilamos o safado.
Mas como garotas indefesas precisavámos nos proteger dos "boyzinhos da cidade", por isso, além de nossos super poderes Charlie nos deu também super armas secretas: um super crachá nos identificando como seres do sexo masculino para disfarce, um super gloss vermelho para qualquer problema alegar que estavámos "naqueles dias", e finalmente um super supositorio... pra que? Pra aplicar nos pilantras né gente... que pergunta!

Mas digamos que essa história está um pouco distorcida.
Charlie era apenas nosso amigo gay com uma imaginação muito fertil. E nós inventamos nossas identidades secretas para passar o tempo porque na verdade não tinha Mulher Gato, Gavião, Maravilha, muito menos chicotinho... (Ô tristeza)
Infelizmente os "boyzinhos" existiam sim, e adivinha de quem eles enchiam o saco? Da Bad aqui!
O nosso vilão, ahh, esse também existia, mas não passava de um vice-diretor muito chato que realmente tocava o terror mas isso era na escola e que não tinha um dedo, então quando mostrava a mão parecia o Homem Aranha soltando a teia, sacas?
Quanto as super armas secretas, elas não passavam de um simples brilho labial, uma borracha (esse eu juro que parecia um supositorio) e um crachá do trampo do Charlie com a foto dele.
HAUSHASUAHSUAHSAUSHAUSH
A gente é feliz, falaê!

E dessa história toda surgiu uma poesia feita por My Girl, Chaine:

Apresento a vocês:
Mulher Gato, Mulher Maravilha e Mulher Gavião.
E foi num dia qualquer que cada uma nasceu. Então tenho dito:
Mentira!
Foi num dia tão especial que jamais esquecerão.
Por missões difíceis passaram, até o Homem Aranha desvendaram.
Suas vidas ali foram mudadas, por uma pessoa muito amada, apesar de safada.
Charlie com seu imaginário delirava e juntas espiãs se tornavam.
Mas a fama não as largavam.
E por popstars se passaram, tirando fotos sensuais se licharam.


Lindooo!!!! Desenterrei essa poesia, mas recordar é viver.
E foi bom recordar esses momentos com vocês.
Espero que tenham entendido e gostado do post. Até a próxima!


PS1:
Todos os fatos citados aconteceram de verdade, apenas ignorem a parte "fotos sensuais", afinal, quando se tem um amigo gay e nada pra fazer coisas acontecem.
PS2: E Chaine, seu guarda-sol é lindo, naquela chuva quebrou um galhão e eu não tenho vergonha de andar na rua com ele. Só faz um favor? Passa lá em casa depois e pega! Beijos!


. Bäd Döll .

I Gonna Break The Net  

Posted by: Meninas Má.Com in ,


Oi vocês! Meu post será de carater social hoje. Isso se deve ao fato de eu estar apaixonada por um comercial anti-cigarro.
Mas antes de tudo: não tenho preconceito com quem fuma, só acho que faz muito mal a saúde, e isso é fato. E fora isso nada contra, pelo contrário, acho super sexy homens que fumam.
Voltando ao assunto... o comercial, apesar de ser cantado em inglês, é feito por uma produtora brasileira, o que é mais legal, porque geralmente quando alguém nesse país quer chamar a atenção pra alguma campanha chamam sempre uma peituda semi-nua pra se "engajar" na causa.
E o bacana é que o comercial é transmitido mundialmente pela MTV. O Brasil fez um excelente Job com o comercial, e como estudante da aréa adorei o marketing pra passar mensagem.
Enjoy!



. Bäd Döll .

Olá Estranho  

Posted by: Meninas Má.Com in ,


Vontade de conversar, falar, desabafar.
Sobre o quê? Nem eu sei afinal.
Sensação de vazio, abandono, solidão.
Mas por que se tudo está aparentemente normal?

Como seria bom se os nossos desejos e vontades estivessem escancaradamente estampados na nossa face.
Quão maravilhoso seria se a frase que define os nossos sentimentos saisse fácil, sem planos mirabolantes nem gestos calculados.

Mas esqueçamos o que eu disse, são apenas palavras soltas, um tipo de apelo, sem sentido algum.
E você me entende não? São só pensamentos.


"Coração? É a unica ameaça de naufrágio na atravessia que estou fazendo."
Alexandre Dumas, A dama das Camélias

. Bäd Döll .